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terça-feira, novembro 03, 2009

Seminário "Afectos e Sexualidade na Deficiência"


Realiza-se nos próximos dias 20 e 21 de Novembro, no auditório da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA), o Seminário “Afectos e Sexualidade na Deficiência”. O encontro promovido pela Divisão de Saúde e Acção Social do Município de Vila Franca de Xira, pretende reunir à volta de tão importante, mas esquecida temática, profissionais da área da deficiência, saúde, educação e acção social e, naturalmente, portadores de deficiência, pais e familiares.

Programa aqui

Ficha de inscrição aqui

Mais informações aqui

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Ser Diferente é Normal

Comemora-se hoje, 3 de Dezembro, o dia Internacional da Pessoa com Deficiência. As dificuldades que estes cidadãos ultrapassam são montanhas altas, muito altas. O Estado não as derruba. Ao contrário implementa legislação e práticas assistencialistas que prolongam a desresponsabilização e incapacidade de proteger quem mais precisa. A inclusão é palavra oca. Neste dia e em todos os outros somos e seremos solidários para com a luta de homens e mulheres, que nasceram diferentes mas que são tão iguais.
Para comemorar tão importante data, a CerciEstremoz convida todos os amigos a visitarem a exposição diferenc&arte – A Expressão em Formas de Arte pelos Utentes da CerciEstremoz, patente entre 3 e 15 de Dezembro, no até jazz, R. Serpa Pinto, 65,Estremoz. Aparece e traz muitos amigos!

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

De luto! em luta!

De luto: a inclusão agoniza; a crise – a mais grave vivida em democracia – afecta, fortemente as pessoas com deficiência, reclamando especialíssimas medidas adicionais de vigilância dos seus Direitos Humanos; o Governo esbulha os pobres e favorece os grandes grupos com avultadas somas de dinheiro; degrada-se a saúde; a educação inclusiva foi destruída; a formação profissional desagrega-se; programas e políticas sociais suprimem-se, porque os ricos precisam das migalhas dos pobres, como se não os tivessem explorado, carregando-os com o peso da exploração; a legislação promotora da inclusão é «letra morta»; as organizações representativas das pessoas com deficiência {pilares dos seus direitos fundamentais} padecem crónicas e graves carências de recursos.
Comemorando-se o 60.º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem, quem os vigia/defende? Como tolerar o esquecimento de facto tão importante, quando os nossos governantes manipulam, com tanta hipocrisia, os Direitos Humanos?
Em luta: pela defesa dos Direitos Humanos das pessoas com deficiência; pela igualdade de oportunidades e prevenção da discriminação; pela execução de programas de contingência, especialmente nas regiões deprimidas (Alentejo); cumprimento de toda a legislação que garante a inclusão; participação/diálogo, incluindo atribuição de recursos sustentáveis, às organizações representativas das pessoas com deficiência, destacando a Associação Portuguesa de Deficientes, em virtude do seu projecto singular.
A DDEAPD [Delegação Évora (APD)] exorta as pessoas com deficiência: A adesão a todas as acções de luta que, activamente, reclamem a mudança para políticas inclusivas; a participar na celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, recusando, com clareza, folclore, manipulação e propaganda; Unidade/fortalecimento das nossas organizações representativas; Protestar, perante a inexistência de diálogo com todos os órgãos de soberania; participar, como expressão de liberdade, protesto e luta, no 12.º Encontro Distrital de Deficientes (integrado na celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência) – 13 de Dezembro, Vila Viçosa, 14.00h.30m, Cine-Teatro «Florbela Espanca» - dizendo, de viva voz: tudo o que julgarem justo; criticando/denunciando todas as violações dos seus direitos fundamentais; transformando o Encontro num espaço: de afirmação da nossa dignidade; de reclamação/reivindicação da construção da sociedade inclusiva.
Não queremos um dia, queremos a Vida!
Justiça e Dignidade para as pessoas com deficiência!

O porta-voz

quinta-feira, outubro 30, 2008

Formação Profissional - Supressão Bolsas de Formação para as pessoas com deficiência

O Governo em funções confirma-se como o «mentor da exclusão»: Arruína a educação inclusiva; degrada a saúde; fomenta o empobrecimento, através de miseráveis aumentos das pensões; desincentiva o emprego, seja por ausência de medidas que o favoreçam, seja, agora, inviabilizando a formação profissional destinada a pessoas com deficiência; despreza direitos fundamentais, salientando-se o direito à participação das organizações representativas das pessoas com deficiência, refinando, nesta circunstância, o propósito de discriminar/excluir, sufocando-as, provocando iníqua carência de recursos.
Cada dia, assiste-se a mais um escandaloso ataque à inclusão: as pessoas com deficiência que frequentavam acções de formação profissional dinamizadas pelas instituições adaptadas, recebiam bolsas de formação que, dadas as carências das respectivas famílias, ajudavam a sustentar os agregados e as motivavam com expectativas de acesso ao emprego.
Apesar do peso da burocracia (52,5%), apesar da inexistência de planificação, mesmo que não houvesse qualquer relação com as necessidades de emprego, a formação profissional representava oportunidade de socialização e qualificação para as pessoas com deficiência.
Que significa a supressão das bolsas para os formandos? Porque não cortar na burocracia? Porque não reduzir os tecnocratas/burocratas? Porque não é racionalizada a gestão dos fundos para as políticas sociais? Que faz/diz a Secretária de Estado da Reabilitação? Porque se disponibilizam bolsas para os frequentadores dos centros das ditas «novas oportunidades»? A formação profissional para as pessoas com deficiência pode ser fonte de inclusão, através da empregabilidade. As ditas «novas oportunidades» são, ao mesmo tempo: ilusão para os frequentadores; sobretudo são ocasião de hipócrita propaganda para o Governo; são, ainda mais, espaços para favores, clientelas e amiguismos.
A DDEAPD [Delegação Distrital de Évora (Associação Portuguesa de Deficientes)] repudia, vivamente, mais esta atitude excluente; manifesta às pessoas com deficiência e respectivas instituições formadoras, a mais clara solidariedade na luta pela sustentação da formação profissional, incluindo a imediata reposição das bolsas de formação a todas as pessoas com deficiência.
A DDEAPD recorda a importância/necessidade de motivar as pessoas com deficiência: à participação activa no 12.º Encontro Distrital de Deficientes, Vila Viçosa, 13 de Dezembro de 2008; denunciar, de «viva voz», o retrocesso dos direitos das pessoas com deficiência, ameaçados pela mais grave crise dos últimos 35 anos; reclamar, unidas à DDEAPD, um programa de contingência que, dados os traços particulares da Região Alentejo, garanta: a defesa dos Direitos Humanos das pessoas com deficiência; a igualdade de oportunidades e combate à discriminação; participação e recursos ajustados para as organizações representativas das pessoas com deficiência; efectivo rumo à construção da sociedade inclusiva.

O porta-voz DDEAPD

sábado, setembro 27, 2008

12º Encontro Distrital de Deficientes



ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES
Delegação Distrital de Évora – Pç da Liberdade n.º 1 - 7150 Borba . Telefone268841666 e Fax: 268841673
E-mail info@apd-evora.org.pt ou dir.dde@apd-evora.org.pt

12º Encontro Distrital de Deficientes

A Delegação Distrital de Évora da Associação Portuguesa de Deficientes comunica/convida as pessoas com deficiência, familiares, amigos e todos os cidadãos comprometidos na defesa, vigilância, garantia e promoção dos Direitos Humanos, rumo à inclusão, assim como todas as instituições - intervenientes na inclusão - e vocacionadas à «aliança solidária» a participar no 12.º Encontro Distrital de Deficientes, 13 de Dezembro de 2008, Vila Viçosa, Cine-Teatro «Florbela Espanca».
À semelhança dos 11 encontros anteriores, o 12.º Encontro será espaço de «debate liberto» expressão das aspirações, denúncias, reclamações, protestos e luta das pessoas com deficiência - e suas organizações representativas - extensivo a todas as instituições que queiram debater e reflectir sobre os retrocessos e obstáculos: à concretização dos Direitos Humanos em políticas, programas e medidas conducentes à construção da sociedade inclusiva; à igualdade de oportunidades e superação de todas as discriminações; à participação/diálogo como método inultrapassável na definição, planificação, execução, supervisão e avaliação de políticas e programas - nacionais, regionais e locais - que tenham impacto na inclusão.
O 12.º Encontro integra-se nas comemorações do 60.º aniversário da aprovação pela AssembleiaGeral das Nações Unidas da DECLARAÇÃO UNIVERSAL dos DIREITOS do HOMEM e do Dia Mundial das Pessoas com Deficiência, sob o lema: Direitos Humanos/Inclusão - caminho de futuro.
O fracasso das recentes políticas sociais dos governos conduziu as pessoas com deficiência à mais grave e duradoura crise, cabendo reclamar especiais medidas de protecção dos Direitos Humanos, uma vez que pairam ameaças provocadas pela fragilidade dos agregados familiares que incluam pessoas com deficiência, sendo inexplicável a apatia do Governo - e órgãos regionais desconcentrados sob tutela - perante os previsíveis efeitos devastadores, na região Alentejo, desta conjuntura cuja evolução negativa é fortemente provável, na data do Encontro; neste contexto de redução de suportes aos grupos pobres - pessoas com deficiência incluídas - importa analisar a verdadeira dimensão da crise e propor/reclamar programas/medidas de emergência que protejam e favoreçam as pessoas com deficiência - incluindo ajudas às organizações que as defendem - cuja função é - e tem sido sempre - insubstituível.
O 12.º Encontro Distrital de Deficientes há-de ser espaço de «exigência de mudança» e solidariedade com todas as organizações congéneres cuja vocação para reivindicar a mudança exprima o compromisso de «aliança forte» no caminho rumo à inclusão.

O porta voz para a comunicação social

segunda-feira, setembro 08, 2008

Dia Internacional da Alfabetização

"9 em cada 100 portugueses não sabe ler"

in RTP

Nota à comunicação social da Delegação Distrital de Évora da Associação Portuguesa de Deficientes a propósito da comemoração do Dia Internacional da Alfabetização.

quarta-feira, julho 16, 2008

Comunicado - Associação Portuguesa Deficientes


A APD CONSIDERA MUITO NEGATIVA O CONTEÚDO DA PROPOSTA DE DIRECTIVA DE NÃO DISCRIMINAÇÃO

A Comissão Europeia tornou pública a proposta de Directiva sobre a aplicação do princípio de igualdade de tratamento entre pessoas independentemente da religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual, que introduz a possibilidade de discriminar as pessoas idosas e pessoas com deficiência, quando em causa estiverem prestações de serviços financeiros. Também não assegura a igualdade de direitos ao nível da educação, deixando ao critério dos Estados membros a organização do sistema educativo, no caso dos alunos com necessidades educativas especiais.

A Comissão Europeia admite, ao apresentar esta proposta de Directiva, violar os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que assinou e se comprometeu a ratificar.

As pessoas com deficiência, que desde há longos anos reclamam uma Directiva específica que assegure a igualdade de direitos e a não discriminação, recusam um instrumento que limita a igualdade e pactua com a discriminação.

Em reacção a esta proposta de directiva, as organizações europeias de pessoas com deficiência reclamam mudanças substanciais no seu conteúdo, de forma a que o texto final garanta a protecção efectiva das pessoas com deficiência contra todas as formas de discriminação. Reclamam também a consulta das organizações na elaboração da Directiva.

O sinal negativo dado pela Comissão Europeia ao permitir a discriminação é preocupante, porquanto pode encorajar em alguns Estados Membros o retorno a práticas discriminatórias . Tanto mais que ultimamente os centros de decisão europeus têm demonstrado evidentes sinais de desrespeito pelos direitos humanos e pela vontade dos cidadãos.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Nova Legislação no Apoio às Necessidades Educativas Especiais

Foi ontem publicado (7 de Janeiro) em Diário da República o Decreto-Lei 3/2008 que define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar, ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo, no âmbito das necessidades educativas especiais.

Consulta aqui



sábado, dezembro 29, 2007

Caderno Reflexão 2007 - (1)

O ano de 2007 foi profícuo em acontecimentos.
Pretendemos com este post analisá-los
de forma aprofundada e abrangente, retirando daí ilações que nos possam ser úteis no futuro.
Nesse sentido, lançámos o desafio a alguns amigos, para que a partir das suas experiências, preocupações e desejos reflectissem sobre o ano de 2007, e ao mesmo tempo nos traçassem directrizes para o que nos espera em 2008.


2007 Ano governamental da exclusão

As pessoas com deficiência sofreram, no ano que finda, dois imensos flagelos: a desmesurada propaganda; um programado plano de exclusão. Não foi tomada qualquer medida que favoreça esta minoria discriminada: destaca-se a escandalosa política de saúde, reaparecendo a violação do Direito à Vida; 2007 foi o ano escolhido para pôr em prática a redução/negação do direito à saúde, friamente planificada por um ministro cuja demissão deveria ser reclamada, a sonoros gritos/protestos por todos os portugueses(as), com relevo para as organizações que dizem «defender os Direitos Humanos»: o encerramento de serviços; o aumento das taxas pagas pelos utentes; o aumento dos medicamentos; o subfinanciamento do SNS, com o anúncio da poupança de 330 milhões de euros no ano próximo, definem a opção anti-social do Governo; mas não acaba aqui o plano de exclusão: redução de apoios na educação inclusiva; a redução das pensões, pois todos os bens de primeira necessidade subirão; o crescimento facilitado do desemprego, através da prometida revisão da legislação do trabalho serão, entre outras (cada qual mais grave) as consequências da opção deste Governo pela exclusão.

Desenganem-se as pessoas com deficiência! 2008 será pior! O plano excluente refina-se, atingindo, através da crise de recursos, as organizações mais combativas das pessoas com deficiência, e premiando os amiguinhos. Se 2007 – Ano Europeu da Igualdade de Oportunidade para Todos – foi esta calamidade, bem podemos afirmar que 2008 será «ano governamental da exclusão»! Agora, terminada a demagogia da U. E., crescerão: a discriminação; a marginalização/exclusão; a desvalorização das organizações representativas das pessoas com deficiência cuja «voz da dignidade» molesta as consciências culpadas de governantes e outros titulares da soberania que, com «piedosas palavras», lembram, algumas vezes, a exclusão, mas, na realidade, nada fazem nem dizem que abra a porta à inclusão!... Sendo certo que 2008 será «ano governamental da exclusão», que resta às pessoas com deficiência e suas organizações?...

Decretar «tolerância zero» à exclusão, em 2008! Organização e unidade são «passo decisivo» para inverter esta conjuntura excluente; mobilização – mesmo com sacrifício – protesto, crítica, luta e manifestação pública são, com certeza, caminhos que façam respeitar os Direitos Humanos das pessoas com deficiência. Como estes flagelos afectam outros grupos desfavorecidos/discriminados, procuremos parceiros para agigantar a luta, porque, quando falta diálogo, resta a rua «casa dos oprimidos» para inverter este panorama desolador. Terminou o tempo da verborreia, esgotou-se a falsa fuga da concertação; a inclusão será fruto do trabalho, da nossa firmeza, do nosso desapego, da nossa convicção, sustentada em ideias e ideais de inclusão.

Prof. Joaquim Manuel Cardoso

sábado, dezembro 01, 2007

11º Encontro Distrital de Deficientes, Montemor-o-Novo

Delegação Distrital Évora

Associação Portuguesa de Deficientes

Em Portugal, especialmente na região Alentejo, falar no AEIOT – Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades para Todos – torna-se irónico e ridículo: Em Portugal cresceu e expandiu-se a discriminação, porque a lei que interdita esta prática (Lei 46/2006/08/28) foi regulamentada para ser «letra morta». Nenhuma medida positiva, da saúde à educação, da mobilidade/acessibilidade à participação foi tomada; degradaram-se todas as conquistas/compensações; reapareceram, na região, mortes de pacientes, por responsabilidade do Governo; desactivou-se o Secretariado Nacional para a Reabilitação, substituído por um instituto dito público, desprovido de competências e vocacionado para a demagogia; a Secretaria de Estado para a Reabilitação é foco de folclore e espaço para «feiras de vaidades», mas nada tem feito que favoreça as pessoas com deficiência; sabendo-se que a inclusão é indissociável da «aliança forte» poder/organizações, estas são fustigadas pela mais grave crise económica, durante a actividade do Estado Democrático.

Na região Alentejo os órgãos desconcentrados sob tutela governamental afrontam a APD, discriminando e marginalizando as delegações regionais da única organização que, cumprindo normas internacionais, é «organização de pessoas com deficiência», expressão inequívoca dos direitos, aspirações e ideais das pessoas com deficiência.

Como explicar este injusto procedimento? Porque a DDEAPD é fortaleza inexpugnável na defesa dos Direitos Humanos, na região mais pobre e excluída, das pessoas com deficiência.

De acordo com informações fidedignas, prepara-se, no distrito, espectáculo «feira de vaidades» para encerrar o AIOT; Que farsa é esta que discrimina, justamente, as organizações depositárias, por causa do seu firme combate, do património da inclusão? Quem - e porquê - teme a participação das organizações representativas das pessoas com deficiência?

Exortamos as pessoas com deficiência e os defensores convictos dos Direitos Humanos a participar no 11.º Encontro Distrital de Deficientes – 08/12/2007\14.00h Auditório da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, Montemor-O-Novo – porque, nesse espaço aberto e liberto, avaliaremos: que foi feito no AEIOT? Quem manipulou este acontecimento? Quem oprime e atemoriza as pessoas com deficiência? porque existem ameaças de represália aos que justamente criticam?

Hoje, na região/distrito, reina a exclusão! O retorno ao sonho de construir a sociedade inclusiva há-de concretizar-se, quando as pessoas com deficiência se libertarem dos «medos ancestrais» e, fortemente unidas às suas organizações representativas, combaterem, sem fraqueza, pela inclusão, intervindo, participando e lutando sempre, mesmo com pesados e duros sacrifícios, porque o radioso caminho da inclusão merece todos os nossos desvelos, e todos os sacrifícios hão-de ser recompensados.

O porta-voz

Contactos: 268841668; 268891805; telem. 917200765.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Comunicado Delegação Distrital Évora da Associação Portuguesa de Deficientes

O Governo planeou e pratica a exclusão das pessoas com deficiência. Não tomou qualquer medida que favoreça este grupo; em nome dos interesses dos grandes grupos económicos retira todas as compensações às pessoas com deficiência, ao mesmo tempo que facilita o enriquecimento dos poderosos, por incapacidade de fazer justiça na distribuição dos rendimentos, sendo escandalosos os lucros das 500 maiores empresas. Reduz os graus de incapacidade, roubando, impiedosamente, os benefícios a milhares de pessoas com deficiência; reduz ou suprime os benefícios em sede de IRS, favorecendo a banca; aumenta as taxas moderadoras e os preços dos medicamentos, encurtando o poder aquisitivo das pensões; acaba com a escola inclusiva; ignora o «direito ao trabalho» para as pessoas com deficiência; suprime, principalmente no meio rural, o transporte público, impedindo, cada vez mais, a compra de transporte próprio, através de ninharias burocráticas, enquanto se gastam somas astronómicas em faustos principescos.

Para impor, de modo autoritário, este programa de exclusão, viola a legislação que, por demagogia, aprovou, ao mesmo tempo que sufoca, através da negação de apoios económicos, as organizações representativas das pessoas com deficiência, violando, impunemente, o direito ao diálogo/participação; a mudança operada com a nova orgânica do INR I. P. significa a total desresponsabilização do Estado pelas políticas de inclusão, rasgando a própria Constituição; hoje as organizações representativas das pessoas com deficiência não têm interlocutor para apresentar os problemas, nem as propostas de intervenção conducentes à execução de políticas inclusivas. Agora resta-nos a rua «casa dos excluídos» para travar a luta pela inclusão, para protestar, para manifestar a nossa profunda indignação.

A DDEAPD manifesta apoio incondicional à concentração, 18 de Outubro No Parque das Nações, assim como a tudo o que seja feito para denunciar o actual Governo que exclui, abandona e pouco menos que persegue as pessoas com deficiência.

A DDEAPD convoca as pessoas com deficiência – e os defensores dos Direitos Humanos – a participar, com empenho, no 9.º Encontro Distrital de Deficientes, Montemor-o-Novo, 08 de Dezembro, 14h, Auditório da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila; O Encontro deverá ser uma jornada de protesto: recusar a exclusão; lutar pela construção da sociedade inclusiva.

Quando cessa o diálogo, quando domina o autoritarismo, resta o protesto, fica a luta, porque, para rumar à inclusão, são justos, lícitos, legais e democrático o protesto e a luta; temos direito à indignação; repudiamos a exclusão; reclamamos a inclusão.

Agora mais que antes a unidade na acção e luta é o caminho rumo à inclusão. Todos juntos somos «uma força» que abre, com base no direito, a «estrada larga» da inclusão.

08 de Dezembro, Montemor é o caminho!

Nada sobre nós, sem nós!

O porta-voz

Delegação Distrital Évora

APD – Associação Portuguesa Deficientes

segunda-feira, abril 09, 2007

A Moral

Na sequência do que tem vindo a público nos últimos tempos, eis que nos chegam mais notícias, as quais em vez de nos apaziguarem a alma, despoletam em nós, cidadãos preocupados pelo nosso país, pelas pessoas, e especialmente por aquelas que menos protecções têm, laivos de raiva. Isto a propósito, de mais uma “medida economicista e necessária”, desta vez a retirada da gratuitidade no envio das publicações periódicas das associações de pessoas com deficiência, as quais agora terão que suportar 5% dos custos da sua expedição.

A aplicação vem através do Decreto Lei nº 98/2007, de 2 de Abril, confirmando a redução já anteriormente vinculada em 5, 14% do montante do subsidio atribuído anualmente, para funcionamento das ONG na área da deficiência, o qual se destinava a pagar os custos da elaboração das suas publicações.

Em consequência desta medida, a A.P.D. – Associação Portuguesa de Deficientes, pondera desde já avaliar a continuidade da publicação do seu jornal, em actividade há 30 anos, o que a ser verdade poderá encerrar um órgão de comunicação social, direccionado para populações especificas, cujas necessidades especiais, não poderão ser levianamente comparadas com uns míseros tostões, tão poupados e escrupulosamente contados, para áreas tão delicadas e importantes, como a saúde, a educação e a acção social, e tão vergonhosamente desperdiçados nas despesas dos gabinetes ministeriais (segundo uma auditoria do Tribunal de Contas entre Janeiro de 2003 e Dezembro de 2005, movimentaram verbas no valor de 12, 5 milhões de euros, sem quaisquer controlo, montante que daria para construir 4 OTAS???!!!!) em salários pagos acima da lei a gestores públicos, entre outros conluios, que apenas servem para fortalecer um status de poder e compadrios, deixando aos mais desfavorecidos a responsabilidade pelas crises.

Partindo desta contextualização, é grande a apreensão em relação às questões fundamentais, que desde há muito nos têm preocupado. Se é este tipo de comportamento subjacente à retórica dos planos de inclusão e igualdade de oportunidades, parece-me que o desenvolvimento individual e colectivo das populações específicas será uma vez mais, uma miragem, uma triste miragem.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Vigília em Vendas Novas - 3 de Março

Participar na Vigília, Vendas Novas, 03 de Março de 2007, porquê e para quê?

Porque queremos que sejam respeitados os direitos humanos das pessoas com deficiência; porque repudiamos a política de saúde deste governo, rejeitamos o encerramento de centros de saúde concelhios, particularmente nas regiões interiores, Montemor e Vendas Novas; porque o Governo pratica a exclusão;porque as leis são violadas; porque o diálogo foi substituído pelo autoritarismo; porque as organizações representativas das pessoas com deficiência atravessam a mais grave crise económica, desde o 25 de Abril,por opção dolosa do Governo e dos órgãos desconcentrados - sob tutela governamental.

Participamos para reclamar:

A defesa dos direitos humanos das pessoas com deficiência; para exigir o direito à saúde, especialmente para os grupos pobres - idosos; pessoas com deficiência; outros grupos em risco;
O melhoramento das condições de vida dos grupos empobrecidos, através do efectivo aumento das pensões, condenando estratagemas hipócritas que, visando migalhas, retiram, realmente,capacidade de compra, porque, com mais uns trocos, são aumentadas as taxas moderadoras e é drasticamente reduzida a comparticipação nos medicamentos; a mudança na educação inclusiva, denunciando o retorno à exclusão e a falsa retórica dos técnicos e tecnocratas vergados aos seus interesses, mas totalmente ignorantes das verdadeiras necessidades das pessoas comdeficiência; o direito ao trabalho, através de programas de emprego, denunciando e rejeitando a demagogia da caridadezinha; a audição das organizações das pessoas com deficiência, em todas as medidas que tenham impacto na inclusão, assegurando-lhes recursos e condições de intervenção construtiva. Apelamos às pessoas com deficiência, familiares, amigos e organizações representativas, assim como a todos os cidadãos, organizações sindicais, autarquias locais e organizações de direitos humanos à participação multitudinária na Vigília, 03 de Março, entre as 15 e 17h, Vendas Novas.
Participar na Vigília é acto de solidariedade com os que não têm voz!

Quando cessa o diálogo, que seja ouvida, na rua, a nossa voz inconformada!

Porque lutamos pela mudança, porque exigimos mais igualdade, mais justiça, mais direitos, temos razão para fazer apelo à participação solidária, porque queremos ser actores no nosso futuro: todos, em força, à vigília em Vendas Novas...Nada sobre nós, sem nós...
A.P.D. – Associação Portuguesa de Deficientes

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Espaço Projecto

Cerci concretiza sonho com 30 anos

A Cerciestremoz anunciou ontem a abertura de um lar-residência para pessoas com deficiência mental, destinado a 15 utentes da zona de Estremoz, correspondendo assim a uma velha aspiração da instituição, sucessivamente adiada ao longo de 30 anos.
O presidente da Cerciestremoz (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas), Joaquim Cardoso, adiantou à agência Lusa que o lar está a funcionar ainda num "período experimental para a necessária adaptação dos utentes". "O lar-residência foi sonho e anseio dos fundadores da instituição, mas inúmeras vicissitudes conduziram ao adiamento por 30 anos desta justíssima aspiração", disse. "Nesta sociedade, por múltiplas razões, é imperioso garantir às pessoas com deficiência mental protecção de direitos e dignidade de condições de existência", alegou o responsável.
Joaquim Cardoso explicou que a obra do edifício do lar - situado no Monte da Razão - junto ao Bairro da Salsinha, começou em 2001, mas esteve parada durante algum tempo por falta de verbas.
Fundada em 1976, a Cerciestremoz tem cerca de 80 utentes com idades entre os nove e os 50 anos, oriundos dos concelhos de Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Alandroal, Redondo, Sousel e Fronteira. Os utentes estão distribuídos pelas valências de formação profissional, área educativa e centro de actividades ocupacionais.

In Jornal de Notícias 12/12/2006


Existem notícias que pelo seu conteúdo, e pelo conhecimento que possuímos da realidade aí referenciada, nos deixam extremamente felizes. Sei o quanto custou realizar este sonho, mas por fim o dia chegou. Foi um longo caminho que se fez com perseverança, esforço, coragem e trabalho, que agora em diante irá permitir garantir um espaço de protecção, a cidadãos com deficiência mental.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Dia Internacional das pessoas com Deficiência


Celebrou-se no passado domingo, 3 de Dezembro, o dia internacional das pessoas com deficiência, data instituída pelas Nações Unidas em 1998, com o objectivo de promover uma maior compreensão em relação à deficiência, mobilizando recursos, esforços e vontades na defesa da dignidade, dos direitos e da real e efectiva integração destes cidadãos na vida política, social, económica e cultural.
Neste ano, as celebrações fizeram-se sob o signo das acessibilidades às tecnologias de informação, providenciando-se o acesso igualitário, por parte das pessoas com deficiência, à sociedade da comunicação, utilizando os seus diversos formatos para abater as barreiras sociais, o preconceito, as infraestruturas, que limitam a sua participação. Um espaço, em resumo, que disponibilizasse a partilha, e desenvolvimento de conhecimento, tendo por base conceitos que no papel fazem todo o sentido, como sejam, a inclusão, integração e solidariedade.
No entanto, a importância destes postulados não pressupõem uma real aplicação na prática, observando-se que as populações discriminadas, não conseguem ter um eficiente acesso às novas tecnologias, por um lado, pela impossibilidade de adquirir os recursos necessários, equipamento e formação adequada e por outro, pelo facto de muitos dos websites continuarem inacessíveis a indivíduos com impedimentos visuais, pela navegação extremamente dependente da utilização do rato.
Em suma, apesar dos programas de acção amiúde elaborados e apregoados pelos órgãos competentes, a verdade é que os indivíduos com deficiência sentem que as palavras e frases bem elaboradas, não passam disso, porque os actos que a elas deviam estar subjacentes, revelam-se insuficientes e pouco adequados. Nesse sentido, aumentam as desigualdades sociais, bloqueando-se o acesso a direitos inalienáveis, de participação, inclusão e desenvolvimento de competências individuais e colectivas. Para terminar esta reflexão, fica a mais recente medida de “protecção e inclusão de indivíduos com deficiência”, o fim dos seus benefícios fiscais. Palavras para quê...